1. SEES 22.5.13

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  A LUZ QUE O CALOR GEROU
3. ENTREVISTA  ROBERTO AZEVDO  O NOVO GUARDIO DO LIVRE MERCADO
4. LYA LUFT  EXERCCIO DE OTIMISMO
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  HIPERGLICEMIA HOSPITALAR

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

A NOVA FRONTEIRA DAS MILHAS
Com o crescimento da classe mdia, a troca de milhas por passagens areas ganhou volume no Brasil. O negcio cresceu tanto que companhias de aviao criaram empresas para cuidar do setor de fidelizao (Multiplus, da TAM, e Smiles, da Gol). E essas empresas ganharam dinmica prpria: agora tambm permitem que o consumidor troque suas milhas por livros, DVDs, aparelhos eletrnicos, roupas, brinquedos e at crditos do Sem Parar. Reportagem no site de VEJA explica a lgica desse mercado e como tirar o melhor desses servios.

ATLETAS DAS CARTAS
O pquer j foi visto como um jogo de azar, disputado em subterrneos enfumaados, que destrua famlias e levava as pessoas  misria. Hoje, o jogo  motor de uma indstria milionria, com torneios transmitidos pela TV, altas premiaes e a participao de estrelas como Ronaldo e Rafael Nadal. O prximo passo  ser reconhecido como esporte olmpico, VEJA visitou um centro de treinamento para contar como os "atletas do carteado" se preparam para vencer competies. 

A GUERRA CONTINUA
Apesar dos avanos das tcnicas usadas para combater a celulite, ainda no existe uma abordagem que acabe definitivamente com o problema. A cincia, no entanto, no desistiu dessa guerra. Reportagem em VEJA.com mostra quais so os tratamentos mais avanados e eficazes, apresentados no 25 Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatolgica, realizado recentemente, e ainda lista o que funciona de verdade na preveno desse dano  autoestima das mulheres.

ENEM: MANUAL DO CANDIDATO
Os estudantes que sonham com uma vaga em universidades federais e tambm com bolsas em instituies privadas tm at o prximo dia 27 para se inscrever na edio 2013 do Enem. Mas essa  apenas a primeira etapa. VEJA.com traz o passo a passo dos procedimentos necessrios nos trs momentos distintos da seleo: inscrio, realizao do exame e, finalmente, divulgao dos resultados e matrcula. Na pgina dedicada ao assunto, professores explicam em vdeo os tpicos cobrados na avaliao (http://veja.abril.com.br/tema/enem-e-vestibulares) 


2. CARTA AO LEITOR  A LUZ QUE O CALOR GEROU
     Toda grande discusso travada no Congresso Nacional  uma vitria da democracia. A catica disputa em torno da Medida Provisria dos Portos no escapa  regra. Ningum precisa destacar para os brasileiros os pontos negativos da batalha parlamentar que terminou na quinta-feira passada. Discursos to inflamados quanto vazios, retrica abrutalhada, convices movedias, governismo de ocasio e oposio pela oposio. Essas mazelas foram todas elas expostas  exausto pelos noticirios televisivos e nas pginas dos jornais. Mas, por mais improvvel que possa parecer, o alvoroo da semana passada na Cmara dos Deputados produziu mais luz do que calor. 
     Pela primeira vez em muitos anos ocorreu no Brasil uma queda de brao tpica das democracias maduras, aquela que, mesmo se dando entre interesses particulares, alguns at inconfessveis, admita-se,  travada  luz do dia. O governo azeitou as engrenagens para que girassem a seu favor com a promessa de liberar 1 bilho de reais para as famosas emendas ao Oramento, verbas com as quais os parlamentares beneficiam as regies onde so mais votados. Mas isso  do jogo. O que no  j se sabe. Acaba no Supremo Tribunal Federal. 
     Outra virtude que se esgueirou entre o atropelo da votao da semana passada  o fato de que a disputa levou para o centro do palco a questo crucial do aumento da produtividade da economia, representada no caso pelo esforo de modernizao dos portos.  No  todo dia que a questo da produtividade  colocada no centro dos debates no Congresso Nacional. Alis, ela  ali uma avis rara. A reportagem dedicada  votao da MP dos Portos mostra que o crescimento sustentvel do PIB e o bem-estar dos brasileiros de todas as classes dependem mais do aumento da produtividade do que de qualquer medida pontual porventura tomada pelos governantes. 
     Os deputados federais deram uma demonstrao de que a falta de modos  o mais constrangedor pecado do Parlamento, mas est longe de ser o maior. No frigir dos ovos, o que se viu em Braslia foi a explicitao de posies de um modo to transparente que a qualidade da proposta importou menos do que a revelao das intenes de seu defensor. Quando a espuma baixar, a batalha da MP dos Portos vai ser lembrada como aquela em que o processo democrtico escreveu certo por frases tortas.


3. ENTREVISTA  ROBERTO AZEVDO  O NOVO GUARDIO DO LIVRE MERCADO
O diplomata brasileiro eleito para dirigir a Organizao Mundial do Comrcio, a OMC, condena o protecionismo e defende nova estratgia para derrubar as barreiras globais.
MARCELO SAKATE

A Organizao Mundial do Comrcio, com sede em Genebra, foi criada para estabelecer regras mais equnimes nas transaes internacionais. A sua meta mais ambiciosa  dirimir as barreiras que atravancam as engrenagens do livre-comrcio. A partir de setembro, a instituio estar sob o comando do embaixador brasileiro Roberto Azevedo, de 55 anos. Sua principal misso ser destravar as negociaes da chamada Rodada Doha de liberalizao dos mercados globais. Engenheiro por formao e funcionrio do Itamaraty desde 1984, o baiano Azevedo  elogiado pela capacidade de conciliao. Casado e pai de duas filhas, o embaixador tem experincia de quinze anos em negociaes e disputas comerciais. Por telefone, de Genebra, Azevedo falou a VEJA. 

O Brasil est entre os pases mais fechados do mundo e tem sido criticado na prpria Organizao Mundial do Comrcio por ter erguido, nos ltimos anos, barreiras aos produtos importados. Como foi possvel um diplomata brasileiro ser eleito o novo diretor-geral da OMC? 
Independentemente das polticas econmicas e comerciais dos pases que apresentaram candidatura, quem concorria ao cargo eram os candidatos. Estava sob anlise a sua capacidade pessoal para liderar a organizao. Quando os representantes me escolheram, fizeram a opo pelo perfil profissional e pessoal. A origem dos candidatos serve de referncia, um pano de fundo para a trajetria dos candidatos, mas s isso. Nesse aspecto, ajudaram bastante a tradio multilateralista brasileira e a vocao de nossa diplomacia de buscar o consenso. A recente projeo do Brasil nos foros de governana mundial tambm foi importante nesse processo. 

O que o Brasil e os pases em desenvolvimento ganham com a sua eleio? 
O Brasil buscou oferecer um nome capaz de recuperar a OMC como foro negociador e disciplinador do comrcio global. No nos interessa o retorno ao unilateralismo, como nos anos 1980, com a escalada de uma guerra comercial. Na medida em que eu consiga atingir esses objetivos, ser um ganho enorme para o pas. Alm disso,  evidente que o Brasil ganha em termos de imagem e de prestgio. O que o Brasil no ganha  algum que v defender seus interesses na chefia da organizao, porque eu trabalharei para o conjunto dos pases. Sobre as naes em desenvolvimento,  um raciocnio semelhante. Elas tero na direo-geral uma pessoa que conhece os seus problemas. Mas isso no quer dizer que eu estarei no cargo defendendo os interesses delas, em detrimento dos direitos dos pases avanados. 

As maiores economias do mundo negociam acordos bilaterais ou regionais, como o que envolve os Estados Unidos e a Unio Europeia e o outro entre naes asiticas. Qual  a funo da OMC nessa nova realidade do comrcio mundial? 
Os acordos bilaterais e regionais no so uma novidade. As regras negociadas em 1947, na origem da OMC, j os contemplavam. Afinal,  mais fcil negociar entre poucos do que alcanar um consenso entre uma centena de pases. A organizao, na verdade,  a fundao sobre a qual todos esses acordos bilaterais e regionais se assentam. O problema  que a OMC no atualizou seus alicerces. O risco  haver uma distncia crescente entre sua fundao multilateral e as bases dos acordos bilaterais. Isso levaria  multiplicao de padres aduaneiros e regulatrios nas negociaes, encarecendo as transaes comerciais. As regras que do base ao sistema multilateral de comrcio precisam refletir a realidade dos negcios. H regras anacrnicas, criadas h trinta anos, que refletem uma situao que no existe mais. 

Em quais reas as regras da OMC precisam ser atualizadas? 
Bons exemplos esto nas reas financeira e de servios, nas quais as mudanas ocorrem em  uma velocidade extraordinria. O comrcio eletrnico  outro exemplo. As transaes so feitas atravessando fronteiras, sem passar pelo controle das autoridades financeiras ou monetrias. H a rea energtica, com os combustveis renovveis. Nada disso est refletido nas regras atuais da OMC. Mas, nos acordos bilaterais, muitos desses aspectos j so tratados. 

O senhor anunciou como prioridade a retomada das negociaes da Rodada Doha, de liberalizao comercial em todo o mundo. Por que elas estancaram? 
Os principais empecilhos esto na rea de acesso a mercados, ou seja, nas negociaes referentes  abertura dos mercados e aos compromissos para faz-lo. Os entraves acontecem nas trs principais vertentes da negociao: bens industriais, agricultura e servios. A dificuldade est nas diferentes expectativas de avano. Cada parte entende que faz um esforo excessivo nas reas em que  mais sensvel e que no est sendo compensada  altura nas reas em que pode auferir ganhos. Os emergentes, como o Brasil, tm um interesse exportador agrcola muito forte. Pretendem derrubar os subsdios agrcolas dos pases ricos, que resistem a ceder. Os pases desenvolvidos gostariam que houvesse a queda das tarifas industriais e que o setor de servios fosse liberado. Os emergentes, nas duas reas, se situam do outro lado da mesa. A lgica  essa. Para destravar a negociao, precisamos de mais flexibilidade para aprofundar o acordo nas reas em que isso for possvel e ser mais modestos naquelas em que a sensibilidade dos pases for mais alta. 

O Brasil adotou, recentemente, medidas de salvaguarda contra importaes chinesas e elevou as tarifas de uma centena de produtos. Outros pases adotaram medidas semelhantes. O maior protecionismo se tornou irreversvel? 
A crise econmica e financeira de 2008 ainda no foi totalmente superada. Desde ento, as polticas comerciais derraparam na direo de uma menor abertura e at mesmo de fechamento. Esse movimento negativo no foi estancado.  muito mais fcil fechar um mercado do que reabri-lo. A melhor maneira de evitar que esse movimento se alastre , em primeiro lugar, disseminar a informao e conscientizar os membros de que o protecionismo  contagioso. Em ltima instncia, uma escalada protecionista  lesiva a todos, no apenas queles que aplicam essas medidas. A outra forma de atuar  aperfeioar as regras da OMC, de maneira a reduzir o espao para a adoo de medidas protecionistas. Isso depende do aprofundamento das negociaes, justamente aquilo que desejamos reativar. 

O Brasil priorizou a negociao multilateral e no avanou nos acordos bilaterais, diferentemente de outras economias. Foi uma estratgia equivocada? 
Os dois caminhos, o do bilateralismo e o do multilateralismo, no so excludentes. Um pas pode perseguir as duas vertentes. Fala-se muito que o Brasil apostou todas as fichas na Rodada Doha. Mas essa dinmica no depende de uma opo soberana do Brasil. H outros 158 pases-membros na OMC. O que o pas fez, no contexto de uma negociao multilateral que estava sendo impulsionada por todos os membros da OMC, foi adotar uma postura muito ativa, tentando fazer que as negociaes avanassem no sentido que ele considerava ser de interesse da economia nacional. No foi uma aposta do Brasil, mas de todos na OMC. 

O livre-comrcio mostrou-se benfico para os pases que o seguiram. Por que tantos ainda resistem? 
Mesmo os pases que adotaram o livre-comrcio de maneira mais evidente no chegaram a esse estgio da noite para o dia.  um processo. No acredito que a resistncia seja uma opo deliberada pelo protecionismo. Isso seria um erro crasso. Porm a liberalizao comercial tem um tempo distinto do tempo poltico. A abertura leva tempo para render frutos. Quando se abre um mercado, alguns setores menos competitivos precisam se adaptar. Isso tem um custo. O tempo poltico  mais curto. Seu horizonte  a prxima eleio. O livre-comrcio , do ponto de vista acadmico, associado de maneira inequvoca ao progresso e ao bem-estar. Mas, para os polticos e empresrios locais, ele costuma ser visto como uma ameaa ao emprego,  estrutura produtiva, e no como uma oportunidade. 

O protecionismo pode ser admitido em estgios iniciais de desenvolvimento? 
No acho que o grau de liberalizao de uma economia deva obedecer a uma lgica de grau de desenvolvimento, e sim de uma estratgia cujo objetivo seja a participao competitiva na economia mundial. H pases em desenvolvimento que esto obtendo progressos com modelos comerciais muito abertos. Outros seguem caminhos diferentes. No nosso continente, h o exemplo do Chile, que fez uma abertura de mercado muito forte. No Sudeste Asitico, esses exemplos proliferam. No existe uma receita pronta e acabada. Mas parece ser evidente que as economias fechadas tendem a malograr. 

Como a poltica comercial brasileira se encaixa nessa avaliao? 
Uma proteo que possa ser dada a um setor ou a um grupo de setores tem de fazer parte de  uma estratgia clara de aumento de competitividade e, portanto, ter uma natureza transitria. No pode ser uma medida permanente, com a lgica de fechar o mercado para impedir a competio. Um modelo que olhe estritamente para o mercado interno e se esquea de buscar constantemente a competitividade internacional de seu parque produtivo fracassar inevitavelmente a longo prazo. 

As economias emergentes j respondem por metade de tudo o que  comercializado no mundo. Como esse avano afeta as negociaes? 
Os pases emergentes tornaram-se mercados mais atraentes. Antes, um acordo poderia ser fechado deixando esses mercados para um segundo momento. Hoje, isso no  mais possvel. Alm de constiturem importantes mercados compradores, os emergentes passaram a competir palmo a palmo com os produtos fabricados pelos desenvolvidos. Isso muda, evidentemente, o foco das negociaes. Elas ficaram mais complexas. No ncleo central, h perspectivas mais heterogneas. Antes, o ncleo se dava entre economias mais homogneas, dos pases desenvolvidos. Hoje, as negociaes precisam acomodar o fato de existir uma diversidade maior de perspectivas. 

Um dos pilares da OMC  o sistema de soluo de contenciosos entre pases. As disputas duram anos, e milhares de dlares so gastos na contratao de escritrios e na produo de estudos. Por que, quando um pas ganha o direito de retaliar, prefere muitas vezes no aplicar as sanes? A taxa de cumprimento das recomendaes do rgo de soluo de controvrsias est em torno de 85%.  um sistema eficiente. Sem ele. a situao seria muito pior. Mas a retaliao no tem vencedores. Isso porque as sanes, como o aumento da tarifa de importao de produtos do pas que  punido, encarecem as cadeias produtivas, distorcem o comrcio e aumentam os preos no mercado interno. No fundo, no prevalece a lgica de "onde eu ganho o outro perde".  a lgica de "onde eu causo um dano maior ao outro do que a mim". Os pases preferem negociar um entendimento que seja mutuamente satisfatrio. Foi o que aconteceu no caso entre Brasil e Canad envolvendo a Embraer e a Bombardier, em que houve um acordo que regulamentou as condies de financiamento para a exportao de aeronaves. 

O desmoronamento de uma fbrica txtil em Bangladesh em abril, com mais de 1000 mortos, exps a precariedade das condies de trabalho em pases asiticos, focados na exportao de produtos baratos. Como a OMC pode coibir casos assim? 
Foi uma tragdia lamentvel. Suas causas tm razes profundas, relacionadas  poltica econmica e social do pas e s normas de urbanizao e de infraestrutura. E h o lado estritamente ligado ao comrcio. O assunto pode merecer uma avaliao completa dos pases da OMC com o objetivo de encontrar formas de evitar que tragdias como essa se repitam. Para isso,  necessria uma discusso de conceitos dentro da organizao. Como eu disse antes, as regras atuais refletem uma realidade de negcios prevalente trinta anos atrs e no favorecem essas novas e necessrias anlises. 


4. LYA LUFT  EXERCCIO DE OTIMISMO
     Sei que s vezes pareo pessimista falando de nossas graves carncias, muita coisa preocupante. Mas no  s isso a vida, no  s isso o Brasil, ns no somos s isso. Ento vai aqui um exerccio de otimismo. Sou naturalmente mais inclinada  alegria, s coisas boas que no custam nada e ningum nos vai tirar: a natureza, por exemplo. No pior barraco de favela, na mais remota cabana de pescador, no mais estreito edifcio, na mais atravancada hora de trnsito, quase sempre se consegue uma faixa estreita de cu, de mar. Uma rvore na calada. Uma flor num vaso. Um gato sinuoso, um cachorro de olhar fiel, uma nuvem de formato singular, o luar entrando pela janela inesperado. 
     A natureza pode ser cruel: grandes devorando pequenos, raios matando gente, ondas virando tsunamis, terremotos, tornados. "A natureza  cruel!", diz uma amiga em vago tom jocoso. "Sublime s Mozart." Pode ser, mas, de outro lado, nada mais anti-stress do que ver planejamentos de nevoeiro nos morros, um passarinho colorido no muro, cores diferentes no cu ou um estranho ar de tempestade 
     Tambm no precisamos pagar pelos bons afetos: temos de sustentar os filhos pequenos e jovens, trabalhar duro para manter uma casa com dignidade, mas nada disso compraria o amor e a amizade. O abrao espontneo, o bilhete, o beijo, as flores, o encontro em que nada  interesseiro: ningum quer poder, dinheiro, voto  apenas estar junto, ou telefonar, ou escrever e-mail. para dizer coisas como "estou do seu lado". 
     Um gesto de honradez pode valer muito e nos enche de otimismo, seja de um homem pblico, seja de um funcionrio simples, ou de algum na rua que encontra nossa carteira e vem correndo nos entregar algo que poderia custar muito mais do que dinheiro perdido, mas documentos, cartes, aborrecimentos e perda de tempo. Algum que oferece lugar no nibus. Algum que nos cumprimenta sem nos conhecer, passando na caminhada no parque. Algum que elogia nossas crianas, ou de longe faz sinal de positivo referindo-se a um trabalho nosso, um livro, um artigo. Um elogio de desconhecidos j nos ilumina. Tudo o que for gratuito e espontneo, o contato sem interesse a no ser o bem. 
     Um belo artigo de jornal, um bom livro, um bom filme, um documentrio emocionante na televiso. De minha parte, protegendo minha alma dos noticirios cheios de escndalos, crimes, violncia e indignidades pblicas, muito aprecio documentrios sobre a natureza. Paisagens com nuvens no Japo. A vida secreta dos elefantes  mais cuidadosos e carinhosos com a famlia do que muitos humanos , oceanos, montanhas, matas. A natureza me faz bem, me tranquiliza, me d a ideia de quanto o mundo  vasto e de que posso fazer parte dele sem sair de casa. 
     Boas memrias: minha me, com quem tive os normais conflitos das adolescentes que se julgam criticadas ou controladas ao menor e mais natural gesto de carinho materno, eu que desde pequena detestei ser controlada e obedecer a limites  embora em geral tenha me enquadrado bastante bem  lembro dela hoje com seu passo enrgico, seu eterno otimismo, sua bela voz cantando pela casa quando mais moa, ou trazendo do jardim as mais singulares rosas com nomes solenes e perfumes incrveis. Ou  sob protesto porque no gostava de cozinhar  preparando as mais refinadas tortas em datas especiais, porque a gente pedia esse presente antes de qualquer outro. Boas memrias no tm preo, porque nada custam ao nosso bolso, ningum as pode roubar, e nada no mundo poderia pagar por elas. 
     Ento, que este seja um artigo leve, amoroso, de reconhecimento por tantas coisas boas que a vida me deu, em troca das outras que me tirou: no porque ela seja perversa, mas porque viver  isso. E porque, se olharmos bem, quase sempre o peso na balana da vida  maior naquele pratinho em que a gente coloca as realidades positivas, que podem ser um e-mail, um telefonema, uma nuvem, a voz do vento ou o barulho da chuva, um abrao inesperado, aquela mo pegando a nossa s pelo carinho.
LYA LUFT  escritora


5. LEITOR
BIG DATA E ALGORITMOS
Parabns  equipe de VEJA pela reportagem "O bero do Big Data" (15 de maio). Sou educador e pesquisador do tema singularidade, um conceito proposto por Ray Kurzweil em seu livro e que deveria ser explorado pela educao. Nossos alunos vivem a era digital e todos os benefcios descritos na reportagem, mas as escolas insistem em manter-se nos padres do sculo passado.
ALMIR VICENTINI
Niteri, RJ

VEJA publica em uma linguagem didtica os conceitos introdutrios da nova rea da computao. O fenmeno Big Data ainda depara com a "pouca" quantidade de dados disponveis (existem muitas informaes que no esto em data centers nem na nuvem) e a confiabilidade da informao disponvel. Da vem o quarto "V" para completar a quadra do Big Data: volume, variedade, velocidade e veracidade.
DANIEL LEITE
Campina Grande, PB

 assustador saber que a vida est entre o 0 e o 1, que a verdade numrica sobre minha existncia vale mais do que qualquer sentimento.
DANIEL POLCARO PEREIRA
Belo Horizonte, MG

Na excelente reportagem ''O bero do Big Data", dois pontos chamaram-me a ateno. O maior e mais srio est na falncia da privacidade, bem ao gosto do totalitarismo (estatal ou privado). Mais triste  ver as pessoas oferecendo sua privacidade na web.  assustador. Quanto ao segundo ponto, ser que essas buscas humanas, a causa e a regularidade fenecem com o ciberazzi?
BERTRAND DIAS KOLECZA
Porto Alegre, RS

A fuso Big Data e algoritmos torna-se mais poderosa que seu criador, entretanto na vanguarda da sua rota de evolucionismo se encontra a criatividade da mente humana.
JOS WAGNER CABRAL DE AZEVEDO
Tamba, SP

VEJA comprova que o universo digital usado com conscincia e inteligncia  uma fantstica ferramenta, mas, se usado, sem escrpulo, poder se transformar em uma terrvel doena.
ABEL PIRES RODRIGUES
Rio de Janeiro, RJ

 inevitvel que toda a humanidade logo esteja, de algum modo, conectada ao Big Data. O problema  chegar ao estgio de Big Brother.
ROBERTO SZABUNIA
Joinville, SC

MDICOS CUBANOS NO BRASIL
A importao de mdicos cubanos  mais uma demonstrao de como o PT tenta resolver problemas srios de forma simples, mas equivocada (''Cubanos para qu?", 15 de maio). A escassez de mdicos no interior  multifatorial: as cidades tm poucos atrativos e pouca estrutura para atrair os profissionais; a prpria classe mdica daquelas regies  geralmente desatualizada e est mais interessada em bloquear a entrada de novos mdicos atravs de suas cooperativas. Nada disso ser sanado com a importao de mdicos cubanos.
MARCUS DE MEDEIROS MATSUSHITA
Barretos, SP

O real problema da sade so o subfinanciamento crnico e a falta de gesto no SUS. Agora, de uma canelada s, o governo acha que resolve o problema? Vai importar tambm enfermeiros, dentistas, psiclogos e farmacuticos? A assistncia em sade no se faz sem esses profissionais. Demagogia barata. Abre o olho, Brasil!
MARCOS AURLIO MARTINS RIBEIRO
Ribeiro Preto, SP

Concordo com o Conselho Federal de Medicina que esses mdicos, mal qualificados e com formao deficiente, so um perigo  sade pblica no Brasil. O prprio CFM, porm, no prope alternativas para o atendimento das comunidades carentes de regies remotas.
MRCIO EDSON ASSUNO DE MATOS
Trs Coraes, MG

Esses mdicos j viro com o CRM carimbado pelos "compaeros", enquanto os brasileiros, como eu, teremos de esperar a burocracia das universidades  tambm petistas.
ZEHEV SCHWARTZ BENZAKEN
Manaus, AM

Sou profissional e pesquisadora da rea da sade e fiquei muito decepcionada com a forma como foi abordada a vinda para o Brasil de mdicos cubanos. Espero que essa conceituada revista faa uma nova abordagem do assunto, ouvindo mdicos brasileiros que assessoram o Ministrio da Sade. So profissionais altamente qualificados e respeitados no meio acadmico e podem dar uma viso menos unilateral sobre a questo.
ELISETE NAVAS SANCHES PRSPERO
Itaja, SC

JAQUES WAGNER
Fiquei surpreso ao ler a entrevista "O Brasil no comeou com o PT" (15 de maio), com o governador da Bahia, Jaques Wagner, integrante desse partido. Suas respostas so coerentes, e salvo falha de memria, ele foi o nico que reconheceu os acertos do governo FHC. Provavelmente dever ser advertido pelo PT por ter demonstrado posies to coerentes.
LVARO CARLOS T. CABALLERO
Nova Lima, MG

A entrevista a VEJA do governador Jaques Wagner desfez algumas resistncias que tenho contra governantes petistas. Ele mostra ideias divergentes do rano partidrio no que diz respeito  liberdade de imprensa e reconhece que o Brasil no foi descoberto pelo ex-presidente Lula.
RITA SOUZA
Itabuna, BA

Claro que o Brasil no comeou com o PT. Meu receio  que o PT acabe com o Brasil.
ELOY OTO SCHNEIDER
Curitiba, PR

Fiquei surpreso com a franqueza de Jaques Wagner. VEJA me proporcionou algo que nunca havia experimentado: a leitura prazerosa de como funciona o jogo poltico.
PEDRO HENRIQUE DE CARVALHO BARBOSA
Bandeirantes, PR

O governador da Bahia mostrou lucidez ao reconhecer o que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez pelo nosso pas.
TNIA REGINA AKIKO 
FUGIWARA MUCHIUTTI
Presidente Prudente, SP

Jaques Wagner demonstra ser um poltico de bom-senso, progressista e justo, pois reconhece avanos de governos adversrios e defeitos de seus aliados e partidrios. Ele orgulha o Brasil com sua postura.
RAMOM MOREIRA DE LIMA
Bananeiras, PB

A entrevista revela um perfil que d esperanas ao PT e ao Brasil.
ANDR GUTIERREZ
Belo Horizonte, MG

LULA E OS VALORES TICOS
Depois da reportagem "Lula, o sabonete" (15 de maio), deixe ver se entendi: quer
dizer que o ex-presidente Lula agora admite que o mensalo existiu e que ele no sabia de nada? Sabonete  pouco para ele. leo de peroba nele!
CARLOS ALBERTO RAINHA BATISTA
Serra, ES

Sabonete? Lula  um ''bagre ensaboado".
JOS VICENTE BITTENCOURT
Nova Esperana, PR

Seria digno e tico que o senhor Guilherme Afif Domingos, antes de assumir um ministrio de um partido concorrente, entregasse o cargo de vice-governador de So Paulo. Afinal, governador e vice foram escolhidos pela populao para represent-la e trabalhar pelo bem do estado.  um golpe antidemocrtico. So Paulo no merece poltico dessa envergadura.
MILTON RIBEIRO DE SOUZA
Sito Paulo, SP

CHEQUE MISTERIOSO
Causa espanto a informao na reportagem "O cheque vai falar..." (15 de maio) acerca da existncia de um n na investigao da Polcia Federal por causa da no localizao do destino do depsito do cheque de 98.500 reais emitido pela agncia do publicitrio Marcos Valrio. A contabilidade se funda no mtodo de partidas dobradas, em que a cada dbito corresponde um crdito. No  crvel que, tendo a data do depsito, no se consiga analisar a contabilidade do dia do movimento na agncia em questo e l descobrir algum lanamento no mesmo valor em alguma conta.
PAULO NOBOYOSHI ARAKAKI
So Jos do Rio Preto, SP

J.R. GUZZO
A carta de J.R. Guzzo ao parlamentar Renan Calheiros (''Prezado senador", 15 de
maio) representa tudo o que penso desse senhor.
SNIA M.M.M. FREITAS
Campinas. SP

Futuras boas aes do senador Renan Calheiros no justificariam os erros cometidos no passado.
LUIZA MOSCHETTA ZIMMERMANN
Xanxer, SC

Guzzo conseguiu expressar o que muitos brasileiros pensam em relao ao presidente do Senado, Renan Calheiros  um poltico que, caso se posicione a favor da democracia, ter um feito positivo em seu currculo.
FLVIA OLIVEIRA
So Paulo, SP

COREIA DO NORTE
VEJA diagnosticou o sofrimento de algumas pessoas que conseguiram sair da Coreia do Norte ("No bastou escapar do inferno", 15 de maio). A ditadura norte-coreana transportou o seu povo para uma terrvel realidade paralela, da qual poucos conseguem fugir. Sua existncia  um crime contra a humanidade.
LEONARDO AVELINO DUARTE
Campo Grande, MS

Parabenizo a revista VEJA, a jornalista Thas Oyama e o fotgrafo Adam Dean pela reportagem que mostra o inferno vivido pelos norte-coreanos. O fato de haver explorao turstica da pobreza, da fome e da misria na Coreia do Norte apavora e di na alma. E tem gente que ainda acredita que o comunismo-socialismo funciona.
LAURO PIE DF AGUIAR
Por e-mail

MONSTRO DE CLEVELAND
 chocante observar como o nmero de "monstros sexuais" cresce pelo mundo. A que ponto chega um ser humano como o porto-riquenho Ariel Castro, capaz de raptar mulheres e violent-las durante uma dcada, em Cleveland, nos Estados Unidos, apenas para provar que tem poder sobre suas vtimas ("A casa do horror", 15 de maio). Quando a humanidade ficar livre de crueldades como essa?
SlDNEY O. NOVAES JR.
Foz do Iguau, PR

PASTOR
Adorei a reportagem "Mergulho nas trevas" (15 de maio), sobre o pastor-celebridade carioca Marcos Pereira  estuprador, bandido, enganador, picareta. A cara dele d medo. Como no Brasil h muita gente despreparada e carente, pastores como ele deitam e rolam. Tomara que ele pague por tudo o que fez de errado.
SNIA A. PIRRONGELLI
So Paulo, SP

PAPA FRANCISCO
Em meio a um mundo absurdamente consumista como o nosso,  confortante saber que algum com tanta proeminncia no mbito poltico-religioso, tal como o papa Francisco, adota conduta parcimoniosa no seu cotidiano e demonstra tambm ser possuidor de atributos cada vez mais em falta atualmente, como a humildade e a preocupao com os mais carentes. Mas algo me intriga desde a divulgao de seu nome como Francisco, em clara aluso a So Francisco de Assis. Na grande maioria das vezes, o atributo mais destacado e apresentado como justificativa para a escolha desse nome refere-se somente ao cuidado com os mais pobres. So Francisco de Assis foi conhecido por seu amor e proteo aos animais. A despeito das preferncias ou possibilidades alimentares, parece pouco provvel que, conhecendo como funcionam os bastidores da indstria de animais para consumo atualmente. So Francisco de Assis aderisse  culinria carnvora do sumo pontfice Francisco ("Antes de Francisco", 15 de maio).
ROSNGELA MOTA PEIXOTO
Rio de Janeiro, RJ

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

COLUNA
RICARDO SETTI
RONALDINHO
Expliquem que eu quero entender: quando o Ronaldinho no jogava nada, estava na seleo de Felipo. Agora, em tima fase, fica de fora!!! www.veja.com/ricardosetti

NOVATEMPORADA
FERNANDA FURQUIM
PSICOSE
A srie sobre a adolescncia de Norman Bates, personagem eternizado no filme Psicose, estreia no Brasil em 4 de julho no canal Universal. A primeira temporada tem dez episdios. www.veja.com/temporada

FAZENDO MEU BLOG
PAULA PIMENTA
POPSTARS
As vezes leio um livro, escuto uma msica, assisto a um filme que me fazem parar e pensar na genialidade daquele enredo, letra, sinopse, interpretao... Tenho vontade de encontrar o autor daquilo e agradecer por ele existir e me inspirar, por me fazer sonhar. www.veja.com/paulapimenta

ESPELHO MEU
LCIA MANDEL
SOMOS CHINESES
Quem tem crises de herpes labial com muita frequncia pode tomar preventivamente medicamentos antivirais. O tratamento de preveno pode ser mantido por meses, mas deve ser monitorado por um mdico, www.veja.com/espelhomeu

VIVER BEM
SALTO ALTO
O salto alto  item indispensvel no guarda-roupa feminino. As mulheres, em sua maioria, sentem-se mais bonitas e poderosas em cima de um belo par de sapatos de salto alto. O problema  que essa pea no  nada inofensiva. Para que se consiga manter a estabilidade do corpo sobre os saltos, so necessrios inmeros ajustes posturais, como a anteriorizaco do centro de gravidade e o aumento do stress na regio lombar. Esses ajustes levam a sobrecarga em diversas articulaes. Alm disso, durante a marcha h uma reduo do comprimento do passo e da velocidade, consequncia da diminuio da amplitude de movimento dos membros inferiores.
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SOBRE PALAVRAS
AVACALHAR VEM DE VACA
O verbo avacalhar, do qual saram o adjetivo avacalhado e o substantivo avacalhao, aparece no Houaiss com trs acepes bsicas: desmoralizar; espinafrar (repreender duramente); e fazer com desleixo. Todas elas so aes muito presentes no dia a dia da vida brasileira. Avacalhar  um termo formado  consta que em meados do   sculo XX  a partir do substantivo vaca. Significa algo parecido com "tratar como se trata uma vaca" ou ''tornar(-se) semelhante a uma vaca".
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CONVERSA EM REDE
A LISTA DE FELIPO
O tcnico da seleo brasileira, Luiz Felipe Scolari, revelou os nomes dos 23 jogadores que vo compor a equipe que disputar a Copa das Confederaes, a ser realizada entre 15 e 30 de junho em seis cidades brasileiras. Felipo excluiu da lista jogadores consagrados, como Kak, Ronaldinho Gacho, Ramires e Alexandre Pato, optando por jovens valores, como Bernard e Luiz Gustavo. VEJA perguntou: o tcnico acertou? Abaixo, algumas respostas: 
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"Kak e Ronaldinho fora no  erro nenhum!!! A fase deles j passou faz tempo..." - Luciano Oliveira
"O maior erro do Felipo foi ter copiado o Mano Menezes." - Jos Bauer Collares
"Ronaldinho fora  um absurdo." - Antonio Philippe

 Esta pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


7. EINSTEIN SADE  HIPERGLICEMIA HOSPITALAR
Mais da metade das ocorrncias  de indivduos diabticos que desconheciam essa condio antes da internao.

     Entre 10% e 15% das pessoas que passam por internao apresentam quadro de hiperglicemia hospitalar  aumento das taxas de glicose no sangue, que pode elevar o risco de infeces e de mortalidade, especialmente em casos de cirurgias complexas, como as cardacas e torcicas. Mais da metade das ocorrncias de hiperglicemia hospitalar  de indivduos diabticos que desconheciam essa condio antes da internao. 
     H alguns fatores que podem desencadear o problema. Um deles  o estresse provocado pela internao, j que a adrenalina e o cortisol (os hormnios do estresse) diminuem a ao da insulina, o hormnio que promove a entrada da glicose nas clulas. Medicamentos  base de cortisona e alguns tipos de antibiticos, que nas internaes so ministrados em doses mais elevadas, tambm podem levar a esse quadro. 
     A deteco precoce da hiperglicemia hospitalar  a forma mais efetiva de reduzir as ocorrncias adversas a ela associadas. Por isso vem ganhando fora a conduta de realizao, em todos os pacientes recm-internados, do exame que mede a glicemia, ou seja, a concentrao de glicose no sangue, coletado geralmente na ponta do dedo. No final de 2011 a Sociedade Americana de Endocrinologia divulgou recomendao para que o rastreamento de  glicemia na admisso de pacientes seja adotado por todos os hospitais. 
     Quando o resultado indica que a glicemia est elevada,  realizado complementarmente o exame de hemoglobina glicada, que reflete a medida da glicemia dos trs meses anteriores, isso permite estabelecer se o paciente  portador de diabetes no diagnosticada anteriormente ou se  apenas uma condio gerada pela internao. 
     Independentemente da causa, o paciente deve, na maioria das vezes, receber insulina pelo menos enquanto estiver internado. Nessas circunstncias  fundamental o trabalho da equipe multidisciplinar para conscientiz-lo sobre a necessidade da conduta e orient-lo para o caso de continuidade do uso de insulina aps a alta. Mesmo quem apresenta hiperglicemia transitria deve receber cuidados especiais, pois apresenta risco aumentado de vir a desenvolver diabetes no futuro. 
     A hiperglicemia hospitalar representa um desconforto extra para quem precisa enfrentar uma internao. Mas a deteco precoce, com a adoo dos procedimentos indicados, contribui para minimizar riscos e problemas imprevistos e aumentar dois elementos essenciais: a segurana e a tranquilidade do paciente.

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